Aos trabalhadores dos setores da Limpeza Industrial e da Segurança Privada
Desde as últimas duas publicações de denúncia de atitudes que podem configurar assédio e bullying no trabalho no IPO Porto, temos recebido várias denúncias de situações idênticas, promovidas quer por chefias das empresas, quer por responsáveis dos clientes.
Não é aceitável que faltas de respeito e abusos existam, sejam do conhecimento de todos e, ainda assim, sejam normalizados. A normalização de atitudes como gritos, insultos, chamadas de atenção públicas e humilhantes, agarrões, puxões, empurrões e movimentações de intrusão na reserva íntima e pessoal, de forma reiterada, é perigosa e inaceitável.
Não faz sentido que, em 2026, os trabalhadores continuem a trabalhar com medo, sendo muitas vezes forçados a recorrer à medicação para controlar a ansiedade e a depressão causadas por ambientes laborais tóxicos, marcados por pressão constante, humilhação e desrespeito.
O STTEPS está em contacto com outros locais de trabalho onde práticas abusivas se têm vindo a verificar e denunciará qualquer indício de assédio e bullying no trabalho.
O que deve ser feito nestes casos?
É importante reunir elementos de prova, nomeadamente testemunhas, gravações de áudio, vídeos ou chamadas que comprovem o sucedido. Quanto à questão legal das gravações sem autorização, deixem essa matéria para ser analisada pelo STTEPS.
Depois, é necessário ter a coragem de, com o apoio do STTEPS, denunciar as práticas existentes.
Que fique claro: é responsabilidade das entidades patronais apoiar os trabalhadores e as trabalhadoras vítimas deste tipo de comportamentos, mesmo quando as práticas sejam realizadas por elementos do cliente. O receio de perder um cliente não pode justificar que uma empresa deixe de cumprir as suas obrigações legais.
É também responsabilidade dos clientes não permitir a existência de assédio e bullying dentro das suas instalações, ainda que essas práticas sejam praticadas por elementos da empresa prestadora de serviços. Apesar de não serem seus trabalhadores, estão nas suas instalações e, se permitem estas atitudes, tornam-se também coniventes e cúmplices.
Os trabalhadores e as trabalhadoras que possam estar a passar por situações de assédio e bullying no trabalho não devem hesitar: contactem o STTEPS ou a ACT, gravem, procurem testemunhas, não tenham medo e, se tiverem, procurem apoio legal e, se necessário, policial. Mas não aceitem ser maltratados nem maltratadas.
Seja na Segurança Privada, seja na Limpeza Industrial, o respeito não é um privilégio: é um direito de todos. Ninguém deve aceitar ser maltratado.
O STTEPS estará contigo na denúncia do assédio e bullying no trabalho.
Justiça, Respeito e Dignidade
A Direção Nacional